Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Amizade...

Ter um amigo, é ter uma mão invisivel que nos segura quando tropeçamos.

É ter um ombro amigo onde chorar, mesmo que esse ombro esteja do outro lado do mar.

É ter um confessor particular, que nos ouve, nos aconselha mas não nos julga.

É ter alguém que na escuridão da vida, nos acende uma fogueira e nos ajuda e seguir em frente, dando-nos força e coragem.

É sentir dentro do peito, aquele calor que nos aquece a alma, quando pensamos que estamos sós.

Ter um amigo, é ter uma alma gémea, que nos compreende, que nos ampara, e que sabe sempre o que vai nos nosso íntimo, mas sem termos de o revelar, só por um simples escrever ou olhar.

Ter um amigo, é um tesouro, o bem mais precioso que na vida podemos alcançar.

Obrigado amigo por um dia teres nascido, para hoje seres...

MEU AMIGO.

Sinto-me: Protegida
Música: Esfera - Pedro Khima

Solidão...

 

 

Sinto-me só...

O dia amanhece, todos saem e eu aqui.

Sinto-me só...

As horas passam, a vida decorre sem animo ou vontade.

Sinto-me só...

As horas continuam a passar e a solidão não me larga.

Sinto-me só...

A tarde chegou, os outros voltaram,

Mas a minha solidão não foi embora.

Cai a noite, e como um monstro assustador que me persegue,

A solidão mantem-se e não me larga.

A noite passa em horas lentas e solitárias.

E ao amanhecer...

Lá está ela,

Eu não estou só...

Tenho a solidão que me acompanha.

Sinto-me: Sozinha
Música: Alone
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Poema...

 

 

Fecha-me os olhos,

E eu poderei ver-te.

Tapa-me os ouvidos,

E eu poderei ouvir-te.

Mesmo sem pés,

Poderei alcançar-te.

Mesmo sem boca,

Poderei chamar-te.

Corta-me os braços,

Adorar-te-ei

Com o coração e as mãos.

Trespassa-me o coração,

E latejará o meu cerebro.

E se incendiares o meu cerebro,

Mesmo assim,

Levar-te-ei no meu sangue.

.

Autor desconhecido

 

Sinto-me: Nem sei bem
Música: Morte que mataste lira - Folclore Açoreano
Domingo, 20 de Abril de 2008

Bom Domingo a Todos...

Sinto-me: Solarenga
Música: Menina Bonita - EZ SPECIAL

Crónica...

OS CHEIROS DE ANGRA

 

    "Guardo, da minha adolescência terceirense, cheiros, aromas e odores que continuam impregnados na minha memória afectiva.

    Nos inícios dos anos 70 do século passado, eu era aluno do Liceu da Angra - em fase de iniciação poética e a contas com uma intensa crise sentimental. Nesse tempo, Angra cheirava amar e, mais do que uma cidade sossegada, ela era um modo de ser. Eu vivia na rua das tascas (a Rua de Santo Espírito) e ainda hoje recordo exactamente o forte e intenso cheiro vinho da "Adega Santa", do "Escondidinho" ou da "Adega Biscoitense".

    Em dia de São Vapor, o Cais da Alfândega enchia-se de gente, malas, caixotes, sacas e carros de praça. O "Lima" ou o "Carvalho Araújo" e, anos mais tarde, o "Funchal" ou o "Angra do Heroísmo" ficavam fundeados ao largo da baía e pequenas lanchas, num vaivém constante, levavam e traziam passageiros e mercadorias. (Ali, por perto, as águas de esgoto escorriam para o mar e serviam de engodo para pescadores de todos os dias... E pairava no ar aquele cheirinho agridoce...).

    Era também em Dia de São Vapor que o Pátio da Alfândega, com a sua esplanada repleta de mesas e cadeiras de vimes, assumia um ar festivo e elegante. Os empregados do Café Atlântico, situado ali ao lado, esmeravam-se no serviço. Com o Monte Brasil em frente, o Pátio da Alfândega era uma verdadeira sala de visitas para todas as classes sociais. Gente da alta sociedade misturava-se com os magalas do Castelo, vendedores ambulantes (o "Já Deu"), concubinas, maricas, reformados, polícias, guardas-fiscais, marítimos, operários, pescadores...

    O Pátio da Alfândega cheirava a maresia. E, nas banquetas do Pátio da Alfândega, partilhava-se muita ternura. E quando o desejo era inadiável, ia-se para o Relvão... Ou para o Tanque do Preto...

    No Pátio da Alfândega vagueava um nobre vagabundo chamado Leonço, de cabelos e barbas brancas, ele que usva sempre as calças sempre muito puxadas e nunca calçava meias. Contava-se que, um dia, um caixeiro-viajante o havia provocado:

- Então, Leonço, tens umas meias que nunca mais as gastas...

Ao que Leonço replicou:

- Aí é que o meu amigo se engana. É que eu tenho umas cuecas feitas do mesmo tecido e já têm um buraco...

    Anexa ao Café Atlântico , havia a barbearia de mestre Rocha, homem afável, metódico e bem disposto, que me cortava o cabelo uma vez por mês e era um "expert" nas táticas futebolísticas. Ainda sinto os perfumes daquela barbearia...

    Ali, na Rua Direita, havia um dos cafés mais carismáticos de Angra do Heroísmo: o Chá Barrosa, local local de tertúlias e de muito fumo onde eu ia beber pirolitos...

    E havia o cheiro das queijadas da Pastelaria Lusa, cujo proprietário, o incotornável senhor Manuel Pereira da Costa, foi o primeiro "gentleman" que eu verdadeiramente conheci.

Mesmo ao lado, os odores variados da loja de retalho do Basílio Simões & Irmãos Lda. E, a fazer esquina para a Rua da Sé, o cheirinho intensíssimo a café do Berbereia.

    Nesse tempo, a Praça Velha era lugar de cavaqueira e local pertencente à estátua de Álvaro Martins Homem e aos engraxadores e taxistas...

    Mais à frente e era o cheiro inebriante das flores exóticas e das árvores frondosas do Jardim Duque da Terceira. (Não se podia pisar a relva, sob pena de se pagar uma multa de 20 escudos...). O "Nicks" e o Tio Bailão, recostados à fresca sombra, eram os guardiães do Jardim...

    Na Rua da Sé, havia o cheiro dos produtos alimentícios do Mini-Max (a modernidade a chegar a Angra) e do Zeferino. E lá estava (e continua a estar) a Pastelaria Atanásio impregnada dos odores apetecíveis da melhor doçaria terceirense.

    E havia a tasca do Bailhão (alcunha de João Machado Bendito), onde comi o melhor pão de milho e o melhor queijo de cabra da minha vida.

    Não esquecerei o cheiro da fruta fresca do Mercado Duque de Bragança. E para sempre recordarei os bons filmes que vi no Teatro Angrense ao cheiro nauseabundo do "chulé" dos soldados que povoavam o 4º piso da geral (a "pulga")...

    À noite, a caminho da rua do mar para o Cais das Pipas, era aquele cheirinho fétido a urina...

    O Joaquim das Horas acertava inveriávelmente no tempo e, para ele, nevoeiro baixo era "morrinha de cão".

    E outros cheiros existiam. Ia-se para o Liceu com versos na algibeira e com discos do Zeca Afonso debaixo do braço. Havia intensa actividade cultural. Dentro e fora do Liceu e do Seminário. Escrevi a minha primeira prosa no "Vida Académica". Outros estudantes, mais velhos do que eu e já finalistas - o Marcolino Candeias, o Rui Rodrigues, o Luiz Fagundes Duarte e outros - eram considerados uma "cambada de comunistas", segundo o reitor Eliseu Pato François... Falava-se em surdina contra a Gerra Colonial. As reuniões clandestinas em casa do dr. José Bretão (a que eu assistia sem perceber patavina), o programa "Vampiros" e as crónicas corajosas do padre Coelho de Sousa aos microfones do Rádio Clube de Angra, as "recomendações" poéticas que nos dava Emanuel Félix eram já o prenúncio que Abril estava a chegar... Aliás nesse tempo de opressão e repressão, tudo servia como manifestação cultural e política, até a Tourada dos Estudantes...

    Quando, na rua, encontrava Armindo Jorge, meu saudoso professor primário, ele que sempre vaticinou para mim um futuro de historiador, recordava-me o glorioso passado da Ilha Terceira:

- Não te esqueças que aqui já foi só Portugal.

    E depois recordava-me o papel da Terceira na resistência ao domínio filipino e na importante acção desempenhada nas lutas liberais. ( O que, hoje, não me canso de lembrar aos meus alunos).

    É verdade. Saí um dia da Terceira. Mas a Terceira não saiu de mim.

    Não sei se tenho saudades do tempo que lá vivi ou se é da idade que tinha nesse tempo... O que sei é que, em termos culturais, continuo a ser profundamente terceirense."

.

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Victor Rui Dores

in Revista do DI

Sinto-me: Terceirence
Música: Samacaio - Folclore Açoreano
Sábado, 19 de Abril de 2008

Um livro...

 

 

Esta é a foto da capa de um livro que eu li já há algum tempo, e que me deixou muito impressionada. Recomendo a sua leitura a toda a gente, mesmo aqueles que não gostarem muito de ler, porque tenho várias amigas que não são muito amantes da leitura e às quais este livro também impressionou muito, levando a que quisessem ler o resto da colecção.

Isto é o relato de uma história real, e pertence a uma colecção que se chama, "Histórias de Mulheres", aqui vos deixo um resumo:

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" Souad tinha dezassete anos e estava apaixonada. Na sua aldeia da Cisjordânia, como em tantas outras, o amor antes do casamento era sinónimo de morte.

Tendo ficado grávida, um cunhado é encarregado de executar a sentença: regá-la com gasolina e chegar-lhe fogo.

Terrivelmente queimada, Souad sobrevive por milagre. No hospital, para onde a levaram e onde se recusam a tratá-la, a própria mãe tenta assassiná-la.

Hoje, muitos anos depois, Souad decide falar em nome das mulheres que, por motivos idênticos aos seus, ainda arriscam a vida. Para o fazer, psara contar ao mundo a barbaridade desta prática, ela corre diariamente sérios perigos, uma vez que o «atentado» à honra da sua família é um «crime» que ainda não prescreveu.

Um testemunho comovente e aterrador, mas também um apelo contra o silêncio que cobre o sofrimento e a morte de milhares de mulheres."

Sinto-me: Emocionada
Música: Quando eu chorar - Sergio Lopes

The time of my life = The music of my life = The film of my life

Sinto-me: Feliz
Música: The time of my life - Bill Medley & Jennifer Warnes

O Tempo é valioso...

Para perceberes a importância de um ANO:

-Pergunta a um estudante que perdeu o seu exame final.

Para perceberes a importância de um MÊS:

-Pergunta a uma mãe que deu a luz um bebé prematuro.

Para perceberes a importância de uma SEMANA:

-Pergunta a um editor por um jornal semanal.

Para perceberes a importância de um DIA:

-Pergunta a um trabalhador que tem 10 filhos para sustentar.

Para perceberes a importância de uma HORA:

-Pergunta aos amantes que se querem encontrarem.

Para perceberes a importância de um MINUTO:

-Pergunta a uma pessoa que perdeu o comboio ou o avião.

Para perceberes a importância de um SEGUNDO:

-Pergunta a uma pessoa que subreviveu um acidente.

Para perceberes a importância de um MILÉSIMO-DE-SEGUNDO:

-Pergunta a uma pessoa que ganhou a medalha de prata nos Olimpicos.

 

 

O TEMPO É VALIOSO, DÁ-LHE VALOR.

Sinto-me: Atenta
Música: Time - Pink-Floyd

Prenda carinhosa...

 

Este pequeno, mas amoroso selinho que aqui está, foi-me oferecido pela minha querida amiga Chica Ilhéu.

Obrigado Chica, pela tua demonstração de carinho tão afectuosa.

Fico muito feliz com a tua amizade sincera.

Bjinhos para ti Chica.

Sinto-me: Feliz
Música: Friends Forever - Vitamin C
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

A lenda...

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um pirilampo.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada ...
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse a cobra:
Posso lhe fazer três perguntas?
Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar ....
*Pertenço a sua cadeia alimentar?
*Não.
*Eu te fiz algum mal?
*Não.
*Então, por que você quer acabar comigo?

*Porque não suporto ver você brilhar ...


"Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar".

Sinto-me: Pensativa

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