Sábado, 15 de Novembro de 2008

Quem não se lembra...

Quem não se lembra do alien mais fofo da TV???

Bons tempos...

Aqui fica para recordarem.

 e bom fim de semana para todos.

 

 

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Retrocesso...

 

A vida é como um ciclo vicioso, quando menos esperamos, volta tudo ao início.

Quando pensamos que um capítulo da nossa vida está encerrado, a vida dá uma pirueta e volta tudo atrás.

A segurança que timidamente se tinha começado a instalar, cai por terra como uma arvore podre e sem vida.

As dúvidas e os tormentos, afogam-nos, sufocam-nos por dentro.

O fantasma do pasado não nos larga, é como se vivessemos tudo de novo.

Todo o sofrimento já vivido brota de dentro de nós, como àgua de uma fonte cruel e incessante.

Queria apagar tudo isto da minha memória, mas a vida não me deixa.

Constantemente, mostra-me o passado ainda lá está para me atormentar.

Quando isto irá parar?

Sinto-me: triste e angustiada
Música: Memory - Cats
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Bons Velhos Tempos...

Há alguns dias, estava a mostrar aos meus filhos, músicas dos meus tempos de juventude e fui encontrar esta.

Eles adoraram e foi bom recordar.

Recordem também.

 

Sinto-me: Bendisposta
Música: Uncle John from Jamaica - Vengaboys
Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Recordações...

Este texto que vou publicar agora, vem de encontro ao post anterior, e já foi escrito há 2 anos, alguns dias depois de ter saido do meu Cursilho de Cristandade.

Para que já viveu um cursilho, vai entender o que eu escrevi, para quem nunca viveu, espero que fique com curiosidade e vontade de viver.

Digo viver e não fazer, porque um cursilho é um caldeirão de emoções, e as emoções vivem-se, não se fazem.

Espero que gostem, qualquer dúvida ou opinião será muito benvinda.

Fico à espera de comentários.

 

                        

 

Senhor,
Foi no ano passado, por esta altura, que me chamas-te a viver os 3 melhores dias da minha vida.
Mas recordo com saudade esses dias, de grande alegria, grande entusiasmo, mas também de grande sofrimento interior.
Sim.
Sofrimento por ser tão grande a Tua tarefa para mim, e tão grande o meu egoísmo, a minha comudês e a minha ignorância de não saber como havia de pôr em prática tudo aquilo que me mandavas fazer.
Mas, como cristã consciente que agora sou, ao sair abri os meus olhos ao mundo e comecei a falar de Ti, a falar das coisas maravilhosas que me tinhas transmitido naqueles dias.
O meu entusiasmo era tão grande que as minhas palavras se atropelavam ao sair da minha boca, a minha ânsia de proclamar aos que me rodeavam, o meu amor por Ti era tão grande que não cabia no meu peito.
Nunca foi tão bom falar de Ti. Nunca foi tão bom falar do Teu amor puro e incondicional por nós. Agora mais do que nunca, sei que me amas e sempre me amarás, mesmo que algum dia eu duvide.
Quero agradecer-Te Senhor. O Teu amor e o Teu apoio sempre presente, que nem sempre estamos preparados para compreender e sentir.
As saudades que sinto daqueles dias, não são de estar "fechada", pois agora sei que fechados em nós não somos ninguém. São da Paz, do Amor fraterno e da União cristã que ali se vivem.
Nesse fim de semana, plantaste em mim a mais bela semente, a semente do Teu amor.
Agora peço-Te.
Que Chovas todos os dias no meu coração, e no coração daqueles que ainda não viveram esta experiência de Fé cristã, para que essa semente cresça e dê os mais belos frutos que só Tu tens para dar: Amor pelos outros, Caridade sincera, e a Fé cega e incondicional em Ti.
E assim me despeço, não com um adeus, mas com um "estou sempre aqui para Ti", pois agora sei, mais do que nunca, que:
CONTIGO POSSO TUDO, SEM TI NÃO POSSO NADA!
                Decolores!

 

                                                   Angra do Heroísmo, 14-Outubro-2007

Sinto-me: Feliz
Música: Decolores - Hino do MCC
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Há músicas...

Há músicas que nos recordam o passado.

Ontem vi um filme que já não via há muito tempo.

Um filme dos meus tempos de juventude, daqueles que mexeram de tal forma comigo, que nunca mais o esqueci.

E ainda hoje quando o vejo, arrepios de emoção percorrem todo o meu corpo.

Aqui fica um pedacinho.

Espero que gostem.

Bjinhos.

 

 

 

Sinto-me: Nostágica
Música: She's like the wind - Dirty Dancing
Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Desafio...

 

 

Lembranças dos Avós

Eu não me lembro muito bem dos meus avós.

Tinha 4/5 anos quando eles morreram.

O meu avô era "mestre" de obras, homem muito respeitado e requesitado aqui na Ilha Terceira para fazer casas, por ser muito competente e honesto.

A minha avó era doméstica, adoeceu muito cedo, e quem ficou encarregue da lida da casa foi a minha mãe, ainda muito jovem.

As recordações que tenho dela são muito vagas, a maioria provenientes de fotos de família, porque sempre me lembro dela, deitada numa cama, muito quieta e calada.

Do meu avô as recordações não são maiores, mas como era muito ligada a ele, e estava sempre perto dele, lembro-me melhor.

Era um homem alto, de cabelos brancos e sorriso alegre.

 

Chamáva-se Luis Rebelo.

E a única coisa que eu posso dizer, é que tenho muita pena de não ter convivido mais com os meus avós maternos, e que tenho muitas saudades deles.

AVÔ FAZES-ME MUITA FALTA...

E os nomeados são:

http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/

 

http://oblogdajoanina.blogs.sapo.pt/

 

http://salpicosdeluz.blogs.sapo.pt/

 

http://trazoutroamigotambem.blogs.sapo.pt/

 

http://chicailheu.blogs.sapo.pt/

Sinto-me: Com muitas saudades
Música: Feeling - Elghomey
Domingo, 20 de Abril de 2008

Crónica...

OS CHEIROS DE ANGRA

 

    "Guardo, da minha adolescência terceirense, cheiros, aromas e odores que continuam impregnados na minha memória afectiva.

    Nos inícios dos anos 70 do século passado, eu era aluno do Liceu da Angra - em fase de iniciação poética e a contas com uma intensa crise sentimental. Nesse tempo, Angra cheirava amar e, mais do que uma cidade sossegada, ela era um modo de ser. Eu vivia na rua das tascas (a Rua de Santo Espírito) e ainda hoje recordo exactamente o forte e intenso cheiro vinho da "Adega Santa", do "Escondidinho" ou da "Adega Biscoitense".

    Em dia de São Vapor, o Cais da Alfândega enchia-se de gente, malas, caixotes, sacas e carros de praça. O "Lima" ou o "Carvalho Araújo" e, anos mais tarde, o "Funchal" ou o "Angra do Heroísmo" ficavam fundeados ao largo da baía e pequenas lanchas, num vaivém constante, levavam e traziam passageiros e mercadorias. (Ali, por perto, as águas de esgoto escorriam para o mar e serviam de engodo para pescadores de todos os dias... E pairava no ar aquele cheirinho agridoce...).

    Era também em Dia de São Vapor que o Pátio da Alfândega, com a sua esplanada repleta de mesas e cadeiras de vimes, assumia um ar festivo e elegante. Os empregados do Café Atlântico, situado ali ao lado, esmeravam-se no serviço. Com o Monte Brasil em frente, o Pátio da Alfândega era uma verdadeira sala de visitas para todas as classes sociais. Gente da alta sociedade misturava-se com os magalas do Castelo, vendedores ambulantes (o "Já Deu"), concubinas, maricas, reformados, polícias, guardas-fiscais, marítimos, operários, pescadores...

    O Pátio da Alfândega cheirava a maresia. E, nas banquetas do Pátio da Alfândega, partilhava-se muita ternura. E quando o desejo era inadiável, ia-se para o Relvão... Ou para o Tanque do Preto...

    No Pátio da Alfândega vagueava um nobre vagabundo chamado Leonço, de cabelos e barbas brancas, ele que usva sempre as calças sempre muito puxadas e nunca calçava meias. Contava-se que, um dia, um caixeiro-viajante o havia provocado:

- Então, Leonço, tens umas meias que nunca mais as gastas...

Ao que Leonço replicou:

- Aí é que o meu amigo se engana. É que eu tenho umas cuecas feitas do mesmo tecido e já têm um buraco...

    Anexa ao Café Atlântico , havia a barbearia de mestre Rocha, homem afável, metódico e bem disposto, que me cortava o cabelo uma vez por mês e era um "expert" nas táticas futebolísticas. Ainda sinto os perfumes daquela barbearia...

    Ali, na Rua Direita, havia um dos cafés mais carismáticos de Angra do Heroísmo: o Chá Barrosa, local local de tertúlias e de muito fumo onde eu ia beber pirolitos...

    E havia o cheiro das queijadas da Pastelaria Lusa, cujo proprietário, o incotornável senhor Manuel Pereira da Costa, foi o primeiro "gentleman" que eu verdadeiramente conheci.

Mesmo ao lado, os odores variados da loja de retalho do Basílio Simões & Irmãos Lda. E, a fazer esquina para a Rua da Sé, o cheirinho intensíssimo a café do Berbereia.

    Nesse tempo, a Praça Velha era lugar de cavaqueira e local pertencente à estátua de Álvaro Martins Homem e aos engraxadores e taxistas...

    Mais à frente e era o cheiro inebriante das flores exóticas e das árvores frondosas do Jardim Duque da Terceira. (Não se podia pisar a relva, sob pena de se pagar uma multa de 20 escudos...). O "Nicks" e o Tio Bailão, recostados à fresca sombra, eram os guardiães do Jardim...

    Na Rua da Sé, havia o cheiro dos produtos alimentícios do Mini-Max (a modernidade a chegar a Angra) e do Zeferino. E lá estava (e continua a estar) a Pastelaria Atanásio impregnada dos odores apetecíveis da melhor doçaria terceirense.

    E havia a tasca do Bailhão (alcunha de João Machado Bendito), onde comi o melhor pão de milho e o melhor queijo de cabra da minha vida.

    Não esquecerei o cheiro da fruta fresca do Mercado Duque de Bragança. E para sempre recordarei os bons filmes que vi no Teatro Angrense ao cheiro nauseabundo do "chulé" dos soldados que povoavam o 4º piso da geral (a "pulga")...

    À noite, a caminho da rua do mar para o Cais das Pipas, era aquele cheirinho fétido a urina...

    O Joaquim das Horas acertava inveriávelmente no tempo e, para ele, nevoeiro baixo era "morrinha de cão".

    E outros cheiros existiam. Ia-se para o Liceu com versos na algibeira e com discos do Zeca Afonso debaixo do braço. Havia intensa actividade cultural. Dentro e fora do Liceu e do Seminário. Escrevi a minha primeira prosa no "Vida Académica". Outros estudantes, mais velhos do que eu e já finalistas - o Marcolino Candeias, o Rui Rodrigues, o Luiz Fagundes Duarte e outros - eram considerados uma "cambada de comunistas", segundo o reitor Eliseu Pato François... Falava-se em surdina contra a Gerra Colonial. As reuniões clandestinas em casa do dr. José Bretão (a que eu assistia sem perceber patavina), o programa "Vampiros" e as crónicas corajosas do padre Coelho de Sousa aos microfones do Rádio Clube de Angra, as "recomendações" poéticas que nos dava Emanuel Félix eram já o prenúncio que Abril estava a chegar... Aliás nesse tempo de opressão e repressão, tudo servia como manifestação cultural e política, até a Tourada dos Estudantes...

    Quando, na rua, encontrava Armindo Jorge, meu saudoso professor primário, ele que sempre vaticinou para mim um futuro de historiador, recordava-me o glorioso passado da Ilha Terceira:

- Não te esqueças que aqui já foi só Portugal.

    E depois recordava-me o papel da Terceira na resistência ao domínio filipino e na importante acção desempenhada nas lutas liberais. ( O que, hoje, não me canso de lembrar aos meus alunos).

    É verdade. Saí um dia da Terceira. Mas a Terceira não saiu de mim.

    Não sei se tenho saudades do tempo que lá vivi ou se é da idade que tinha nesse tempo... O que sei é que, em termos culturais, continuo a ser profundamente terceirense."

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Victor Rui Dores

in Revista do DI

Sinto-me: Terceirence
Música: Samacaio - Folclore Açoreano
Sábado, 19 de Abril de 2008

The time of my life = The music of my life = The film of my life

Sinto-me: Feliz
Música: The time of my life - Bill Medley & Jennifer Warnes

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