Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Não ter tempo...

Sabe meu filho,
Até hoje não tive tempo
Pra brincar com você.
Arranjei tempo pra tudo
Menos pra ver você crescer.
Nunca joguei
Dominó, dama, xadrez
Ou batalha naval com você.
Eu percebo que você me odeia.
Mas sabe... Sou muito importante
E não tenho tempo...
Sou importante para números,
Convites sociais,
Uma série de compromissos inadiáveis.
E largar tudo isso
Pra sentar no chão com você?
Não! Eu não tenho tempo!
.
Também... também... você não intende...
Eu não tenho tempo.
De que adianta
Saber as mínimas coisas de você
Se eu tenho outras  grandes coisas
Pra saber.
Puxa!!! Como você cresceu!!!
Você já passou da minha cintura!...
Eu nem havia reparado nisso!
Alias eu não reparo quase nada.
Minha vida é corrida
E quando eu tenho tempo
Prefiro usá-lo lá fora.
E se uso aqui,
Perco-me calado diante da TV
Porque a TV é importante
E me informa muito.
.
Sabe meu filho,
A última vez
Que eu tive tempo para você
Foi numa noite de amor
Com sua mãe.
Eu sei que você se queixa.
Eu sei que você sente a falta de uma palavra,
De uma pergunta minha,
De um corre-corre,
De um chuto na bola.
Mas eu não tenho tempo.
.
Mas você entende.
Eu spou um homem importante.
Tenho que dar atenção a muita gente.
Eu dependo delas.
Filho, filho, você não entende
Nada de comércio.
Na realidade,
Eu sou um homem sem tempo.
Eu sei que você fica chateado
Porque as poucas vezes que falamos
É monólogo, só eu falo,
E noventa e nove por cento é bronca.
.
Quero silêncio! Quero sossego!
E você tem a péssima mania
De vir correndo sobre a gente.
Você tem a mania
De querer pular nos braços dos outros.
Filho, eu não tenho tempo
Para abraçá-lo.
Não tenho tempo pra ficar
Com papo furado com criança.
Sabe, filho,
Não tenho tempo!!!
.
Mas o pior de tudo,
O pior de tudo é que se você
Morresse agora, já, neste instante,
Eu ficaria com um peso na consciência
Porque até hoje,
Até hoje,
Não arrumei tempo
Pra brincar com você.
E na outra vida, por certo,
deus não terá tempo
De me deixar pelo menos
Vê-lo.
(Neimar de Barros)
.
Este texto poético, em forma de carta, escrito por Neimar de Barros, foi posto aqui no meu blog, com o intuito de fazer pensar.
Quantas vezes, mandamos arredar os nossos filhos, com o pretexto de não termos tempo?
E se fosse ao contrário?
Se fossem as outras pessoas a não terem tempo para nós?
E se Deus, um dia, não tiver tempo para nós?
 
Sinto-me: Pensativa
Música: One moment in time - Julianne R. Johnson
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Aborto - Questão delicada...

 

 

Este post teve origem na troca de mails sobre este assunto, com um amigo muito querido.

Como ele próprio me disse, e eu assumo, este assunto mexe comigo, e com grande parte da população.

Daí o meu atrevimento em postá-lo aqui.

 

 

 

Eu sei que é delicado, que há questões pessoais.
Mas nos dias de hoje, só tem filhos quem quer.
Há muitos tipos de contraceptivos, alguns patrocinados pelo estado, para quem não os possa pagar.
Agora... Engravidar e torto e a direito e abortar as pobres criaturas, que não não pediram para ser concebidas, ou abandoná-las em lares como aquele em que eu trabalho?
Acho que não está certo.
Quem não quer ou não pode financeiramente ou psicologicamente ter filhos, que tenha juízo e que não os tenha.
Não se faz estrelização da gatas vadias que, pobres bichos, não são responsáveis pelos seus actos?
Pois esterilizem essas mulheres que sem o mínimo pudor, fazem e desfazem crianças, como se de trapos se tratassem.
Peço-vos desculpa pela minha revolta e pela minha maneira de escrever.
Mas eu própria passei pela experiência de um aborto, involuntário é certo, de apenas 2 meses e meio, mas que me deixou recordações que nunca mais as esquecerei.
Por esse motivo, me revolta tanto o aborto, o descarte sem dó nem piedade, de tantos inocentes, que não pediram para ser concebidos, mas foram, e depois são despejados no
lixo como se de nada importante se tratassem.
Aborto por questões de doença, de perigo de vida de alguma das partes, por violação? Isso é outra coisa.
Agora por comodismo, por irresponsabilidade?
Isso nunca. Jamais compreenderei e aceitarei.

 

 

 

A procriação, ou como comumente nós chamamos, fazer amor, é isso mesmo, um acto de amor de entrega, de partilha de responsabilidades e de decisões.

Fazer amor com o intuito de procriar, ou fazê-lo apenas para dar e receber esse mesmo amor, reforçando os laços de intimidade de um casal, é isso e apenas isso, um acto de AMOR.

Se desse acto nascer um ser vivo, esse ser vivo é nada mais nada menos, do que fruto desse mesmo amor.

Já pensámos por um momento, cada um de nós, se um dia a nossa própria mãe, viesse ter connosco e dissesse:

-Tu não eras para ter nascido, eu ia te abortar.

O que iriamos nós sentir???

Sinto-me: Maternal
Música: O meu menino é de oiro - Dulce Pontes
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Recado...

 

Amigas e visitantes...

Vão a este blog ler e contribuir com a sua opinião, num post muito pertinente sobre a maternidade.

Faço este apelo a todas as mulheres mães, que sintam a necessidade, tal como eu senti ao ler aquele post, de exprimir a sua forma de ver a sua maternidade, ou a maternidade em geral.

É um tema importante e que deve ser debatido e falado, já que nos dias de hoje se dá tão pouca importancia à maternidade, a prova disso é a quantidade absurda de abortos que se têm feito no nosso país.

A morada do blog, para aquelas que não têm é:

http://samueldabo.blogs.sapo.pt

Participem.

Sinto-me: Apelativa
Música: O meu menino é de oiro - Dulce Pontes

Foto do dia...

A Minha Maior Obra-Prima

 

Estes são os meus tesouros, as razões da minha existência.

São eles a razão do meu viver, embora às vezes, segundo alguns dizem, não possa parecer.

Amo-vos muito Diogo e Bernardo.

Sinto-me: Apaixonada(plos meus tesouros)
Música: Sentimento - Rita Guerra

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