Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Liberdade...

 

Foram dias foram anos a esperar por um só dia.

Alegrias. Desenganos. Foi tempo que doía

com seus riscos e seus danos. Foi a noite

e foi o dia na esperança de um só dia.

.

Manuel Alegre

 

 

"As Portas que Abril Abriu"

(...)

De tudo o que Abril abriu

ainda pouco se disse

um menino que sorriu

uma porta que se abrisse

um fruto que se expandiu

um pão que se repartisse

um capitão que seguiu

o que a história lhe predisse

e entre vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

um povo que levantava

sobre um rio de pobreza

a bandeira em que ondulava

a sua própria grandeza!

De tudo o que Abril abriu

ainda pouco se disse

e só nos faltava agora

que este Abril não se cumprisse.

(...)

 

José Carlos Ary dos Santos

 

Sei que sou muito nova, que nem vivi este dia...

Mas para mim...

É uma emoção muito grande poder escutar o que dizem, aqueles que o viveram com intensidade.

A liberdade, é um bem precioso.

Eu costumo dizer que se tivesse vivido naquele tempo, e no lugar onde tudo se passou, tinha saído para as ruas, dando vivas a Salgueiro Maia e todos os outros Bravos Capitães de Abril.

As músicas, os poemas, a história deste dia, à qual devo a liberdade de estar aqui a escrever, entusiasmam-me.

Homens como Manuel Alegre, José Carlos Ary dos Santos, Zeca Afonso e tantos outros, que utilizaram a poesia e a música, para por a nú todas as hipocrisias, deste ou de outro qualquer país, são para mim exemplos a seguir, motivo de orgulho da minha nacionalidade.

Sei que isto pode parecer estranho vindo de alguém que só tem 31 anos, mas ouvir "Grândola, Vila Morena", faz crescer dentro de mim um sentimento profundo de patriotismo, faz-me vir as lágrimas aos olhos, e faz-me vontade de gritar, alto e bom som, para quem quiser ouvir:

VIVA A LIBERDADE

VIVA O 25 DE ABRIL DE 1974

 

 

"Grândola Vila Morena"

Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

O povo é quem mais ordena

Dentro de ti, ó cidade

.

Dentro de ti, ó cidade

O povo é quem mais ordena

Terra da fraternidade

Grândola, vila morena

.

Em cada esquina um amigo

Em cada rosto igualdade

Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

.

Terra da fraternidade

Grândola, vila morena

Em cada rosto igualdade

O povo é quem mais ordena

.

À sombra de uma azinheira

Que já não sabia a idade

Jurei ter por companheira

Grândola, a tua vontade

.

Grândola, a tua vontade

Jurei ter por companheira

À sombra de uma azinheira

Que já não sabia a idade

Zeca Afonso                         

Sinto-me: Patriótica
Música: "Grândola, vila morena" - Zeca Afonso

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