Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Angra em Chamas de Paixão... 2

A noite cai. No interior do seu esconderijo, Camila, assim se chamava ela, veste-se para seduzir.
É uma predadora da noite, sedenta de aventura e prazer.
Vestido vermelho muito curto, as pernas torneadas e benfeitas, botas pretas até aos joelhos.
Cabelos curtos, pretos como a noite, maquilhagem simples mas sensual, perfume hipnotizante.
Camila sai de casa e entra o taxi que a aguarda à porta, o condutor baba-se ao olhar para ela.
- A menina desculpe que lhe diga, mas está uma brasa.
Camila nem repara no piropo. Tem a cabeça noutro sítio.
- Onde quer que a deixe?
- Em qualquer canto, depois eu mando parar.
E continuam o caminho. Derrepente...
- Pode parar aqui.
Camila paga a bandeirada e sai. Percorre agora as ruas em busca da sua vítima.
Nos cantos escuros da cidade, os casalinhos apaixonados ronronam como gatos no cio.
Camila passa e olha, vai crescendo dentro dela um apetite cada vez maior.
Junto ao porto, um grupo de rapazes de copos na mão, conversam animadamente. 
Ao longe Camila escolhe em silêncio, qual deles vai ser o seu companheiro de noite.
- Alguém me paga um copo?
Os rapazes, susprendidos por aquela abordagem exitam.
- Então! É tudo maricas aqui?
Fábio, um rapaz forte e bem constituido sai do grupo e dirige-se a ela.
- É só o copo que queres? Ou tens mais alguma coisa em mente?
Ele tinha caido no laço. Camila, sedutora, enrosca-se nele como uma piton na sua presa.
- Isso depois vê-se...
E saem os dois abraçados em direcção ao bar.
- O que queres beber?
- Um Gin Tónico.
- É um Gin e uma cerveja.
Pegam nas bebidas e sobem à discoteca. A música  ensurdecedora não permite conversas.
Dançam numa cadencia hipnótica e viciante. Roçam os seus corpos um no outro.
Fábio, já embriagado, começa a perder a noção da compustura.
Agarra Camila, quer despi-la, nem repara que todos os olhos estam postos em cima deles.
- Aqui não. Vamos sair daqui.
E como dois animais sedentos de prazer, saem da discoteca. Passam pelos amigos, estes ainda chamam por eles, mas Camila e Fábio nem os ouvem.
Estão embriagados pelo alcool e pelos corpos um do outro.
Afastam-se até uma rua escura, Fábio, desejoso de a possuir, encosta-a à parede, levanta-lhe o vestido... e num gesto de agressão rasga-lhe as cuecas.
Camila geme de prazer, tinha conseguido o seu intento, apanhara uma presa, que nem sabia que o era.
Era esse o seu método, deixar parecer que tinha sido ela a seduzida.
Com o corpo a tremer, e o sexo duro como uma rocha, Fábio penetra-a, e em vai-vens de prazer, envolvem-se ali no meio da rua em jogos de fogo e sedução.
Sinto-me: Inspirada
Música: Run to you - Whitney Houston
Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Angra em Chamas de Paixão...

 

A paixão que os unia era dificil de entender.

Havia um misto de ternura e volupia, pureza e podridão.

Era a traição, esse gesto nojento, que os aquecia, que os fazia pegar fogo, como se do próprio inferno se tratasse.

Os encontros na clandestinidade, os beijos roubados nas esquinas, os toques provocadores.

Como os enchia de prazer, aqueles momentos de paixão, no canto da rua quando ninguém via.

Como os fazia tremer de tesão, o sexo feito no canto escuro e o perigo da descoberta.

Tudo era emoção.

Sabiam que estavam errados, mas estavam viciados na adrenalina do perigo e do medo.

O medo de serem apanhados, o medo de um dia deixarem de sentir medo.

Sim, porque o medo é bom conselheiro.

Se deixarem de sentir medo, deixarão de estar em alerta, e começaram e facilitar.

E aí, a relação-emoção, passará a relação-rotina, e perderá toda a paixão e volupia.

É essa adrenalina, que mantém viva essa paixão.

Sem emoção, acaba-se a paixão.

É preciso apimentar a relação, aquecer a paixão, para que como uma fogueira, ela não se apague.

E eles eram peritos nisso.

Quanto mais perigosa era a situação, mais eles se sentiam atraidos por ela.

A casa de banho de uma discoteca, o bengaleiro de um restaurante...

Tudo servia de pertexto para se entregarem um ao outro e jogos de prazer e emoção...

 

Sinto-me: Endiabrada
Música: Objection (Tango) - Shakira
Domingo, 4 de Maio de 2008

Mais um dia...

 

 

A promessa tinha sido feita.
Eles não se voltariam a ver.
Mas o destino trai-nos quando menos esperamos.
Era vésperas de Natal...
- Amor, estava a pensar convidar o Artur, para vir passar a noite de Natal connosco. O que achas?
- Não sei...
O coração dela palpitava... Porquê aquela provação? Porque seria o destino tão cruel ao ponto de os por de novo frente a frente?
- Ele não tem ninguém, vai passar o Natal sozinho, tenho pena.
- Pois, tens razão. Coitado. Ele que venha.
Os dias foram passando, e a angústia do novo encontro perseguia-a.
Por fim o dia chegou. Ao fim da tarde, tocam à campainha, era ele.
Ela vai abrir a porta. Os olhos cruzam-se, como se nunca se tivessem separado. Os sentimentos repudiados anteriormente, voltam ao de cima.
- Feliz Natal!
- Feliz Natal para ti também, Artur.
E a noite é passada em família. Os amantes evitam-se um ao outro.
Desviam os olhares, fogem dos sentimentos.
O marido, inocente nem repara nesta fuga aprisionada dentro deles.
Ri-se, brinca-se, dizem-se piadas...
À meia-noite, hora de trocar as prendas...
Artur entrega um brinquedo a cada um dos filhos dela.
- Eu só trouxe prenda para os miúdos, desculpa, mas não pude comprar mais nada.
- Não faz mal. Nem era preciso.
Ela levanta-se e faz a distribuição das prendas. Uma para cada um dos miúdos, uma para o marido, uma para ela...
E no fim, com os olhos marejados de lágrimas, entrega ao amante a sua prenda.
- Para tomar conta de ti.
As lágrimas correm-lhe pela face, num abraço apertado, que queria ser um beijo, dizem ao ouvido:
- Feliz Natal meu amor!
Ele abre a caixa, dentro, frágil e puro, um anjo de cristal.
- Este será apartir de agora, o meu anjo da guarda.
- Então, então... Não vão chorar? Hoje é dia de alegria. É noite de Natal.
E a noite vai passando, sufocante e abafada.
Abafada pelo desejo dos dois, sufocante pela paixão que os une.
- Já é muito tarde. Vamos nos deitar.
Cada um encaminha-se para o seu quarto. Os miúdos, cansados e felizes pela noite especial, já dormem.
O marido, longe de saber o que se passava, deseja uma boa noite ao rival e vai se deitar.
- Vai andando que eu já vou. Vou só ver se está tudo bem trancado.
E aproximando-se devagar daquele amava, mas não podia possuir, beija-o apaixonadamente e diz-lhe novamente:
- Feliz Natal meu amor.
Sinto-me: Apaixonada
Música: Momento - Pedro Abrunhosa
Domingo, 27 de Abril de 2008

Um dia... (o final)

 

- Meu amor, tenho fome.
- O que é que queres comer?
- Qualquer coisa serve.
- Vou te fazer uma sandes, queres?
- Pode ser. Enquanto fazes a sandes, eu vou tomar um duche.
E levantando-se sensualmente envolta no lençol dirige-se á casa de banho.
Ele segue-lhe os passos despindo-a com o olhar, e antes de desaparecer, deixa cair o lençol, revelando as formas cheias do seu corpo nu.
- Meu amor, onde está o sabonete?
- Está aí, não o vês?
- Não, vem cá dizer onde está.
Ele entra e vê-a, nua, com a água a escorrer-lhe pelo corpo.
Ela aproxima-se, e ela sedutora e provocante pergunta se ele não lhe quer lavar as costas. E ao aproximar-se, ela puxa-o para dentro duche.
Os corpos alagados, o sabão a escorrer pelas mãos, os toques delicados e sensuais.
- Tu estás a provocar-me.
- Eu quero ter-te outra vez, uma ultima vez.
E então sedento de amor e paixão, ele cedeu aos encantos dela, e mais uma vez, eles se entregaram um ao outro, num misto de paixão e ternura, que nunca tinham sentido antes.
- Foi a última vez. Isto não voltará a acontecer.
-Porquê? Eu amo-te.
- Não amas nada. Tu amas o teu marido. Isto é apenas uma ilusão. Um sonho vivido a dois que nunca aconteceu.
E assim ele afasta-se, deixando para trás uma pequena mas intensa história de paixão.
Ela ainda tenta seduzi-lo novamente pedindo-lhe a toalha, mas ele não cede.
Era o fim.
Ela sai do duche envolta numa toalha minúscula, seca o corpo ainda húmido de prazer, veste-se, e saindo despede-se dizendo:
- Nunca te irei esquecer.
Sinto-me: With a broken heart
Música: Be without you - Mary J. Blige
Sábado, 26 de Abril de 2008

Um dia... (4)

 

 

Ela estava endiabrada. Ela sem saber o que fazer tentava resistir a todo o custo.

- Vem cá. vem te deitar junto de mim.

- Não. Tenho de fumar um cigarro. Isto está a por-me nervoso. Tens cigarros?

- Tenho, estão na minha mala. Eu vou buscar.

E levantando-se toda insinuante vai buscar os cigarros. Passa por ele só em langerie, roça-se nele, provoca-o.

- Pára com isso!!!

- Mas o que foi? O que é que eu estou a fazer?

- Tu sabes. Estás a tirar-me do sério.

- Jura!?! É essa a intenção.

Abre a mala tira dois cigarros, acende um e entraga-lho, depois acende o outro e encostando-se a ele começa a fumar.

- Estás muito diferente hoje. Estás mais calado. Ontem estavas mais divertido.

- O que é que queres? Deixaste-me nervoso.

- Gosto mais de te ver sorrir. Estás tão sério.

Mas ela não desistia, estava decidida a seduzi-lo, tal como ele fizera com ela na véspera. Aos poucos, com jeitinho começa-lhe a fazer carinhos, tentando deixá-lo mais descontraido.

- Anda. Vem cá.

E dando-lhe a mão leva-o para a cama.

- Não fazemos nada se não quiseres, deixa-me estar só aqui abraçada a ti.

Mas ela era maliciosa, como toda a mulher apaixonada. E aos poucos, foi tecendo uma teia de sensualidade em volta deles. Ele já não conseguia resistir mais. 

- Sabes?

- Diz. O que se passa?

- Já não estou com uma mulher há 4 anos.

- Não faz mal. Será como a primeira vez.

E beijando-a sofregamente possuiu-a numa atmosfera de paixão e desprendimento. Os sentimentos estavam ao rubro.

De repente ao olhar ternamente para ele, depois de se terem amado plenamente, ela vê uma lágrima a escorrer-lhe pela cara.

- Que se passa meu amor?

- Nada. Estou feliz e triste ao mesmo tempo.

- Porquê?

- Porque hoje, foi a primeira e a última vez que te tive nos meus braços.

- Não. Não digas isso.

- Tem de ser. Tu sabes disso. Isto não está certo. Tu tens um marido, uma família.

- Mas eu só te quero a ti.

E assim abraçados, choraram juntos aquele que seria, a primeira e a única vez que se amariam.

.

(continua)

Sinto-me: With a broken heart
Música: Unfaithful - Rihana
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Tu...

 

Tu...

Corpo quente e sedutor...

Que me tentas com o olhar,

Que me provocas com palavras.

.

Tu...

Que me deixas ardente de desejo...

Com o corpo em alvoroso,

Com o simples pensamento,

De que me possas tocar.

.

Tu...

Homem sombra, imaginário...

Que assola a minha alma,

Descontrola os meus sentidos,

E me faz querer pecar.

.

Tu...

Que invades os meus sonhos...

Perturbas o meu sossego,

E me fazes delirar.

.

Tu...

Que nem sei bem se existes...

Se és fruto da imaginação,

De tão confusa que me sinto,

Quando entras nos meus pensamentos.

 

Tu...

Homem sedução...

Pecado carnal,

Da minha imaginação.

Sinto-me: Apaixonada
Música: When a men loves a women

Um dia... (3)

 

 

- Boa tarde meu amor. Como te correu o dia?

- Como de costume e o teu?

- Normalmente, mas estou um pouco mal disposta, não sei o que se passa.

- Comeste durante o dia?

- Ah! É isso esqueci-me de almoçar.

E com os nervos em franja ela falava sem parar, de repente, começa a passar mal e desmaia.

O marido aflito, pega nela e leva-a para o quarto e deita-a na cama...

- Queres ir ao hospital?

- Não é preciso, vou descansar um pouco e já fico boa.

Ela ficou deitada em repouso e o marido, todo carinhos e atenções, tomou conta da casa e dos filhos por ela.

A noite foi passando, adormecer era dificil...

Ao fechar os olhos, só conseguia ver-se nos braços do amante.

A noite foi longa, os sonhos sucediam-se, as lembranças daquele dia de pecado não a deixavam dormir em paz...

Raiou o dia, o marido foi trabalhar, as crianças foram para a escola...

E ela, cheia de sede de paixão não conseguia pensar noutra coisa senão no amante. Tinha de estar com ele naquele dia ainda.

Pega no telemovel e liga-lhe:

- Tou? Meu amor? Vou ter contigo. Não consigo esperar mais.

- Não! Não venhas.

- Porquê? Ainda ontem me dizias que me querias ter de novo nos braços!?!? Que se passa?

- Isto não está certo. Eu ontem não devia ter ido aí. Tinha bebido demais e não sabia o que fazia.

- Isso são desculpas. Agora não volto atras. Pego no carro e não tardo aí.

- Não venhas. Eu não te abro a porta.

Descontrolada, com a líbido em alvoroço, com o coração aos pulos, e a razão fora de si. Pega no carro e lá vai...

O medo de ser apanhada desaparecera, a paixão que sentia e o desejo de se sentir amada e acarinhada, fazia-a perder a noção da realidade.

Ia por em risco a sua família por uma aventura.

Ao chegar lá, as portas estão fechadas. Pega no telemovel e liga-lhe:

- Estou aqui! Já cheguei!

- Tu não foste capaz?!? Não fizeste isso?!?

- Vem à janela e verás se tive ou não coragem.

Ao aproximar-se da janela, ele vê, sem querer acreditar nos seus olhos.

Ela tinha ido, tinha perdido o juizo e tinha ido até à casa dele.

- Eu disse que tu não viesses!

- Porquê? Ontem tu foste me tirar do sério, deixar-me num estado de nervos em que nunca tinha estado. E hoje não querias que viesse???

- Isto não está certo!

- Tivesses pensado nisso ontem, antes de lá ires. Agora é tarde. Já cá estou. 

A cena era hilariante.

Na véspera ele rira, porque ela estava a tremer, naquele dia era ele que tremia.

Ele sentou-se no sofá todo encolhido, parecia um animalzinho assustado.

Ela, eufórica, provocava-o...

- Estou com calor. Tens alguma roupa que me emprestes? Quero despir esta, está muito quente.

- Que queres vestir?

- Pode ser uma T-shirt tua.

E lá foi ele aos tropeções, ainda sem querer acreditar na loucura que ela tinha cometido, buscar a roupa para ela vestir...

Ao chegar à sala... Encontra-a semi-nua deitada no sofá.

- Pára!!! Porque me fazes isto?

- O que é que eu estou a fazer? Estou só a descansar.

.

(continua)

Sinto-me: Preversa
Música: Bed of Roses - Guns and Roses
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Um dia... (2)

 

 

O momento de cumplicidade e ternura parecia eterno, mas tinha de acabar.

Os miúdos estavam a chegar da escola...

- Tens de te ir embora.

- Eu sei. Mas não consigo. Agora não te quero deixar.

E novamente os corpos se entrelaçaram, as bocas num misto de paixão e ternura voltaram a unir-se.

Era impossivel resistir.

- E agora? Quando é que me vais fazer uma visita?

- Eu? À tua casa?

- Sim. Eu corri os riscos todos vindo aqui. Agora é a tua vez. Quero que vás lá também.

- Não sei. Tenho de ver bem como vou fazer. Tem de ser bem combinado.

- Pensa e depois diz como e quando queres fazer a visita.

Era um turbilham de emoções. Medo caldeado com desejo, ternura misturada com prazer.

Um último beijo para a despedida...

- Fico à espera do teu telefonema. Já estou com saudades.

- Eu também...

Ele saiu, logo em seguida chegaram as crianças.

Os nervos a ânciedade, não a deixavam cuidar dos filhos em condições. Não conseguia ajudar nos deveres, a cabeça não parava de pensar no que tinha acontecido.

- Como é que isto foi acontecer?

- O quê mãe?

- Nada filho, a mãe está a falar sozinha.

Ela andava de um lado para o outro, o corpo todo a tremer, as mãos suadas. O medo de ser descoberta...

O telemóvel toca:

- Meu amor, já cheguei a casa. Estou a morrer de saudades. Quero estar contigo outra vez.

- Eu também meu amor.

- Não te demores a pensar num dia para vires cá.

- Talvez para a próxima semana. Estou de folga na 5º feira.

- Vou morrer de saudades da tua boca até lá...

- Tem de ser, temos de ter cuidado.

- Eu sei. Desculpa a minha ânciedade, mas estou doido para te ter nos meus braços outra vez.

Um barulho... a porta abre-se...

- Tenho de desligar o meu marido chegou...

E a tremer de medo, com a boca a amargar e as mãos todas suadas, ela vai receber o marido, com o sorriso mais falso deste mundo...

.

(contiunua)

Sinto-me: Excitada
Música: O vôo do moscardo
Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Um dia...

 

 

Um dia...

Uma manhã...

Um telefonema...

E tudo muda na vida de uma pessoa.

A confusão estava instalada havia já algum tempo.

Os olhares trocados e as palavras de cumplicidade,

amontoavam-se dia após dia.

Os encontros furtuitos para cafés e desabafos.

Os almoços em casa dos amigos.

Os risinhos e cumprimentos despropositados, que ninguém queria ver...

As coisas intensificavam-se há algum tempo.

Certo dia...

Uma chamada no telemovel.

- Preciso falar contigo. Não aguento mais esta situação.

- Falar de quê?

A pergunta inocentemente falsa, mostrava medo e insegurança.

- Tu sabes muito bem de quê. Vou a caminho da tua casa.

- Não!!! Se alguém te vê?!

- Não quero saber, não aguento mais.

E a espera tornou-se angustiante, os minutos passavam.

O vigiar da entrada da casa era constante.

Chegou.

O abrir da porta devagar para não fazer barulho...

- Tu és doid...

Nem deu tempo de acabar a frase.

Cheio de paixão, tesão, e muita emoção, ele encosta-a à parede, e com o corpo a ferver beija-a até a deixar sem respiração.

As pernas tremem-lhe, os braços perdem as forças.

- Porque me fazes isso?

- Eu faço? E tu? O que é que me tens feito nestes últimos dias?

- Desculpa. Já nem sei o que faço.

- Anda vamos conversar.

E lá foram de mãos dadas até a um canto sossegado.

- Diz-me, tu também querias, não querias? Percebi isso naquele dia.

- Eu queria. Não, não queria. Já nem sei. Tenho medo.

- Não tenhas. Vem cá. Encosta-te a mim.

E ali ficaram como um só, abraçados...

.

(continua)

Sinto-me: Emocionada
Música: Não voltarei a ser fiel - Santos e Pecadores
Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

História sem nome... (fim)

- Já pensaste que as férias estão a acabar?

- Eu não tenho pensado noutra coisa Miguel...

- Eu não me quero separar de ti, já não posso viver sem ti.

- Nem eu meu amor.

- Já pensaste no que vais fazer? Ou melhor, no que queres fazer?

- Tenho pensado muito, mas a minha decisão depende do que tu vais fazer. Eu não quero ficar longe de ti. Para onde tu fores eu também vou.

- Fico feliz por também pensares assim. Não queria nada ter de me separar de ti Joana. Eu acabei o meu curso, tenho trabalho cá na Ilha, mas tu, o que é que vais fazer?

- Eu vou telefonar aos meus pais e dizer que já não vou para Lisboa na semana que vem. Vou ficar a viver cá. Eu também já acabei o meu curso, e quanto a trabalho, eu hei-de arranjar. Posso ficar a morar em casa da minha tia enquanto não tiver trabalho, quando arranjar um trabalho alugo uma apartamento. - Gosto de te ver assim, decidida, entusiasmada.

- Diz antes erremediavelmente apaixonada.

.

E assim acaba a "História Sem Nome", que também se poderia fácilmente chamar: "Um Amor no Atlântico".

Joana e Miguel, duas personagens criadas pela minha imaginação, são o retrato vivo de muitos dos casos de amor que se vivem por esses Açores fora, o estrangeiro que chega e se apaixona pela beleza e encanto destas ilhas e da sua gente...

FIM

Sinto-me: Emocionada
Música: Perdidamente - Trovante

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